Em 9 de outubro de, na cidade de Saint-Denis na França, reunia-se no plano espiritual um grupo de Espíritos compostos por ex-religiosos, políticos, militares, artistas que haviam falido em suas missões. Atormentados por dores e perturbações, esses Espíritos foram resgatados por Irmãos da Espiritualidade Maior que, sensibilizados, os deixaram em tratamento por quase um ano, até o momento de reunirem-se com Celina.
Buscando uma nova oportunidade, dessa vez sob a bandeira do Espiritismo, foram recebidos por Irmã Celina, responsável pela programação reencarnatória daquele grupo, e por Irmão José, auxiliar direto de Celina que vinha naquele momento interceder junto a ela em favor do grupo.
Pediam aqueles Espíritos a chance de reencarnarem no Brasil, em épocas e regiões distintas, para posteriormente reencontrarem-se com o fim de fundarem e manterem um Centro Espírita, ficando esse sob a égide de Irmã Celina.
Celina lembrou-lhes das dificuldades que emergiriam ao longo do percurso e que deveriam ser enfrentadas; das pedras a serem removidas e da importância da superação dos vícios que cada um daqueles irmãos carregavam, pois esses vícios poderiam representar mais tarde a derrocada da missão que assumia naquela reunião. Entregou a cada um daqueles que ali estavam dois cetros, os quais deveriam ser utilizados em momentos difíceis: na mão esquerda estava o Cetro da Fraternidade e, na direita, o Cetro da Sabedoria. Fraternidade e Sabedoria deveriam servir-lhes de norte a partir de então, e Ela, Irmã Celina, seria a partir daquele momento a mentora do grupo que a procurava buscando uma chance de redenção frente aos erros cometidos no passado.
Decidiu-se que primeiramente viriam os obreiros, Espíritos que assumiram a responsabilidade de erguer a Casa e fundarem o Grupo Espírita Fraternidade Irmã Celina, e depois, por fim, viriam os líderes, os trabalhadores que conduziriam a Casa, mantendo-a comprometida com a prática da Caridade e com o Evangelho do Cristo.
Em comunicação mediúnica, Irmão José esclareceu-nos que todos nós fomos treinados previamente e que assumimos tal compromisso porque realmente éramos capazes de fazê-lo cumprir-se. Pediu, ainda, que nos amássemos e auxiliássemo-nos mutuamente a todos os momentos, usando sempre dos Cetros da Fraternidade e da Sabedoria.
Revelou-nos que em breve Celina dará início a uma bela missão em outra nação, mas que a mentora nutre por todos nós, trabalhadores dessa Casa, um amor imenso e que sua dedicação é plena quando se refere aos seus pupilos, visitando incondicionalmente a cada um daqueles que no dia 9 de outubro Ela resolveu amparar. No entanto, Irmão José também nos falou sobre a grande tristeza que se manifesta no semblante de Celina quando se recorda que, apesar do compromisso assumido e de todo o suporte da Espiritualidade Maior, alguns de seus tutelados desistiram.
Como último conselho, o nosso Irmão José solicitou que refletíssemos sobre o lava pés do Cristo:
1Antes da festa da páscoa, sabendo Jesus que já era chegada a sua hora de passar deste mundo para o Pai, como havia amado os seus, que estavam no mundo, amou-os até o fim. 2E, acabada a ceia, tendo o diabo posto no coração de Judas Iscariotes, filho de Simão, que o traísse, 3Jesus, sabendo que o Pai tinha depositado nas suas mãos todas as coisas, e que havia saído de Deus e ia para Deus, 4levantou-se da ceia, tirou as vestes, e, tomando uma toalha, cingiu-se. 5Depois deitou água numa bacia, e começou a lavar os pés aos discípulos, e a enxugar-lhos com a toalha com que estava cingido. 6Aproximou-se, pois, de Simão Pedro, que lhe disse: Senhor, tu lavas-me os pés a mim? 7Respondeu Jesus, e disse-lhe: O que eu faço não o sabes tu agora, mas tu o saberás depois. 8Disse-lhe Pedro: Nunca me lavarás os pés. Respondeu-lhe Jesus: Se eu te não lavar, não tens parte comigo. 9Disse-lhe Simão Pedro: Senhor, não só os meus pés, mas também as mãos e a cabeça. 10Disse-lhe Jesus: Aquele que está lavado não necessita de lavar senão os pés, pois no mais todo está limpo. Ora vós estais limpos, mas não todos. 11Porque bem sabia ele quem o havia de trair; por isso disse: Nem todos estais limpos. 12Depois que lhes lavou os pés, e tomou as suas vestes, e se assentou outra vez à mesa, disse-lhes: Entendeis o que vos tenho feito? 13Vós me chamais Mestre e Senhor, e dizeis bem, porque eu o sou. 14Ora, se eu, Senhor e Mestre, vos lavei os pés, vós deveis também lavar os pés uns aos outros. 15Porque eu vos dei o exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também. 16Na verdade, na verdade vos digo que não é o servo maior do que o seu senhor, nem o enviado maior do que aquele que o enviou. 17Se sabeis estas coisas, bem-aventurados sois se as fizerdes. 18Não falo de todos vós; eu bem sei os que tenho escolhido; mas para que se cumpra a Escritura: O que come o pão comigo, levantou contra mim o seu calcanhar. 19Desde agora vo-lo digo, antes que aconteça, para que, quando acontecer, acrediteis que eu sou. 20Na verdade, na verdade vos digo: Se alguém receber o que eu enviar, me recebe a mim, e quem me recebe a mim, recebe aquele que me enviou.
(Mensagens mediúnicas recebidas em 7 de março de 2005 pelo médium Leandro Vinícius e em 20 de março de 2005, pelo médium Lucimar de Oliveira Nascimento).










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